Óleos essenciais podem ser alternativa no combate ao capim-annoni



POR DARLENE SILVEIRA

Em resposta à demanda por alternativas menos agressivas do que os agrotóxicos usados de forma ostensiva na agricultura, o Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (DDPA/SEAPDR) desenvolveu um estudo, publicado no Boletim técnico P&D Óleos essenciais: potencial bioherbicida para o controle do capim-annoni (.pdf 1,19 MBytes). Com a coordenação da pesquisadora Joseila Maldaner, foi avaliada a utilização de óleos essenciais de plantas bioativas no controle da praga. Segundo Joseila, o capim-annoni (Eragrostis plana) é uma das mais importantes invasoras dos campos sulinos, que há muito tempo vem causando prejuízos, tanto na biodiversidade do bioma Pampa, quanto na atividade pecuária do Rio Grande do Sul, bem como nos países vizinhos Uruguai e Argentina. E o que são óleos essenciais (OEs)? Ela explica que são compostos vegetais naturais, voláteis e complexos, frequentemente caracterizados por uma fragrância intensa. “Esses metabólitos secundários apresentam uma ampla gama de aplicações, como na medicina, culinária, aromaterapia, cosmetologia, e até mesmo no controle de pragas agrícolas”. Considerando essas potencialidades, a equipe do Centro de Pesquisa em Florestas, no município de Santa Maria, vem, há cerca de cinco anos, prospectando espécies aromáticas, extraindo óleos essenciais e estudando o potencial bioherbicida dos mesmos no controle da germinação do capim-annoni dentre outras aplicações. “Diferentes concentrações dos OEs de alecrim, aroeira-vermelha, arruda, canela, capim limão, carqueja, cipreste, citronela, eucalipto citriodora, eucalipto grandis, melaleuca, louro e pinus foram testadas”, esclarece a pesquisadora. De acordo com ela, diversos constituintes químicos isolados dos óleos essenciais têm demonstrado efeito promissor em soluções para o setor agropecuário, como por exemplo, no controle de fungos fitopatogênicos. “A contenção da dispersão do capim-annoni é praticamente restrita ao controle por herbicidas químicos. Assim, este estudo propõe uma alternativa, que, além de eficiente no controle da dispersão da praga, seja ambientalmente segura e baseada na aplicação de óleos essenciais”, esclarece.

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