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Registro para carnes estimulará vendas externas do agronegócio, diz Presidente da CNA

16 May 2015

 A partir de agora as carnes brasileiras só poderão estampar os rótulos de raça do animal se obedecerem a rígidos procedimentos de controle genético e de registro. De início, no entanto, apenas as carnes bovinas da raça angus irão cumprir esses requisitos, conforme estabelece protocolo assinado nesta quinta-feira (14) entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Brasileira de Angus. O protocolo trará segurança para o consumidor e estimulará as exportações de carne de qualidade, segundo afirmou o presidente da CNA, João Martins, durante a solenidade.

 

Martins assinalou que a ausência de uma legislação específica para a rotulagem de cortes de carne de raça impedia o Brasil de exportar carnes de qualidade para a União Europeia. “Inauguramos uma nova fase na exportação de carne de alta qualidade do Brasil. O protocolo é a ponta de lança para que o Brasil saia de mero exportador de carne para vendedor de carne com certificação de raça”, lembrou o presidente da CNA.

 

Plataforma de Gestão Agropecuária - Todos os dados contendo as informações sobre procedência dos animais serão armazenadas na Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), banco de dados sobre o agronegócio brasileiro criado em 2009  em parceria público-privada  firmada entre a CNA e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A plataforma centraliza as informações que antes estavam armazenadas em cada estado e não eram interligadas. O Serviço de Inspeção Federal fiscaliza os procedimentos de registro e a autenticidade dos dados.

 

Em fevereiro o MAPA baixou circular  definindo critérios mais rígidos para o registro de rótulos com indicação de raça bovina. Assim, o produtor que quiser certificar a origem da carne precisa estar vinculado a uma associação de raça e deve obedecer aos protocolos determinados por ela. Depois dos produtores de carne da raça angus, as associações das raças  Nelore Natural e Wagyu devem ser as próximas entidades a aderirem ao novo sistema.

Para o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Weber, o sistema garante a credibilidade no mercado de carne. “Podemos oferecer carne de qualidade ao consumidor de forma permanente. Sem que ele compre um dia carne de raça e, no outro dia, seja enganado”.

 

Já o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL), Carlos Sperotto, diretor da CNA, comemorou o fato de o Brasil chegar a esse nível tão desejado pelos criadores de Angus. Atingimos o padrão de qualidade da carne que tanto sonhamos. No Rio Grande do Sul, sempre teve uma celeuma grande entre as raças. Resolvemos tirar o pé do acelerador e demos espaço para que as associações de criadores desenvolvessem seus trabalhos.

 

No entender do presidente da FARSUL, o processo de certificação da carne angus alcançou três pilares principais: o primeiro deles diz respeito ao produtor (diferencial do preço do seu gado), o segundo é o consumidor (carne de qualidade de padrão permanente) e, por último, a cadeia produtiva. Esta deve manter boa relação com os frigoríficos. Esse projeto permite levar a carne brasileira para todos os mercados do mundo, com qualidade e certificação, completou Sperotto.

 

Assessoria de Comunição da CNA

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