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Cooperativas para melhorar os povoamentos florestais e o uso racional das florestas é tendência no setor agropecuário

4 Jul 2015

 

Há anos, o mundo comemora o Dia do Cooperativismo no primeiro sábado do mês de julho. Em 2015, entidades relacionadas ao setor receberam a missão de debater o tema “Cooperativismo para o Desenvolvimento Sustentável”.

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária da Brasil – CNA tem um Programa específico para atender produtores rurais interessados na diversificação da produção florestal. “A sustentabilidade é uma demanda mundial. Criamos o Programa Mais Árvores como alternativa técnica e financeira para os produtores rurais. Alguns módulos do Programa, a exemplo do que tratamos sobre gestão da propriedade rural, pode interessar as cooperativas que beneficiam produtos florestais”, declara a assessora técnica da Comissão Nacional de Silvicultura e Agrossilvicultura da CNA, Camila Braga.

 

O Programa Mais Árvores pretende aplicar diretrizes nas regiões com aptidão e mercado florestal, fornecendo ao produtor rural as informações necessárias sobre o mercado, plantio e manejo florestal. Os produtores, empresas e cooperativas interessadas em fazer parte do Programa Mais Árvores devem procurar as federações estaduais de agricultura e pecuária ou sindicatos rurais para obter as informações de adesão ao Programa.

 

O Viveiro Santa Rita, recém-criado em Cristalina, no Estado de Goiás, é um exemplo de cooperativismo florestal. Hoje, trabalha com quase 20 mil hectares de eucalipto. “Com a união dos produtores de mudas, conseguimos negociar em escala. E ainda conseguimos baixar o custo de produção ao dividir os gastos com insumos e fertilizantes”, conta Saulo Cardoso, um dos cooperados do viveiro.

 

No Brasil, a população que se organiza em cooperativas ainda tem um percentual baixo, se comparado com outros países. Segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT), a participação da população em cooperativas é de aproximadamente 40% em países como França, Canadá, Japão e Itália. A média brasileira é de apenas 10%. Entretanto, no setor agropecuário brasileiro esse número cresce a cada ano. Um levantamento do IBGE de 2014, mostrou que o cooperativismo agropecuário é responsável pela metade (50%) da produção agrícola nacional.

 

Segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), o setor agropecuário no Brasil reúne 1.561 cooperativas, 1 milhão de cooperados e aproximadamente 164 mil empregados.

 

INICIATIVAS DE SUCESSO NO COOPERATIVISMO AGROPECUÁRIO

 

Café
A Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé – Cooxupé é uma das mais antigas cooperativas de café do Brasil. Iniciou suas atividades em 1932, com a fundação de uma Cooperativa de Crédito Agrícola, transformada em 1957 em Cooperativa de Cafeicultores.

 

Hoje, a Cooxupé conta com 12 mil cooperados, reunindo café produzido em mais de 200  Municípios do Sul de Minas Gerais, Cerrado Mineiro e Vale do Rio Pardo, em São Paulo.

 

A Cooxupé possui seus próprios projetos de torrefação. Em junho deste ano, investiu R$ 18 milhões para a construção de uma nova indústria de torrefação, que passa a operar dentro de 24 meses. A expectativa é elevar a capacidade de produção de café torrado e moído da cooperativa de 300 mil quilos para 500 mil quilos/mês, em apenas um turno.

 

As novas instalações da Torrefação Cooxupé têm cerca de 3.100 metros quadrados somente na área de produção. Para o café torrado e moído da cooperativa chegar às mesas do Brasil, o setor tem uma equipe de 108 colaboradores entre os setores administrativo, industrial e vendas.

 

Leite
Segundo a Agência Estado, na última semana, a cadeia leiteira do Rio Grande do Sul garantiu R$ 89,3 milhões em financiamentos do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que serão direcionados a três cooperativas - Santa Clara, CCGL e Languiru - para investimento em produção, estrutura e logística. Conforme o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat/RS), Alexandre Guerra - que também preside a Santa Clara -, as cooperativas beneficiadas são responsáveis por cerca de 20% da produção gaúcha.

 

No Centro-Sul,  a antiga Cooperativa Central Agropecuária Sudoeste – Sudcoop (atual Frimesa), da qual a Copagril é sócia mojoritária, recebe mais de 3.756.600 de litros de leite por mês, somado o volume de 2.812.382 litros do estado do Paraná e 944.230 litros do estado do Mato Grosso do Sul.

 

Cana-de-Açúcar
O Brasil é o 1º produtor e exportador mundial de açúcar. "O País tem participação de 50% no mercado mundial", explica Rogério Avellar, assessor técnico da Comissão de Cana-de-Açúcar da CNA.

 

O assessor da CNA conta ainda que as cooperativas são oportunidade para que produtores de cana ganhem representatividade. “Acompanhamos um caso recente, ocorrido em Pernambuco, em que uma cooperativa fechou acordos com usinas da região, assumindo a administração das usinas, e os produtores puderam voltar a produzir”, comenta.

 

Rogério fala da Cooperativa da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (COAF), que assinou um contrato, no último dia 26, com as Usinas Cruangi  e Pedroza, ambas em Pernambuco. Com o acordo, o Estado deve processar 700 mil toneladas a mais nesta safra.

 

Paradas por três safras consecutivas, a reativação das usinas está orçada em 3 milhões de reais. A previsão é que o processamento da cana comece em outubro, seguindo a safra nordestina.

 

“O mercado ainda tem 75 mil fornecedores de cana independentes. A CNA busca fortalecer o setor para a permanência do produtor na atividade”, completa Rogério Avellar.

 

Coordenação de Comunicação Digital da CNA

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