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“Os Judeus do Papa”

 

Estudioso da história da 2ª. Guerra Mundial, tenho tido uma curiosidade especial pelo envolvimento da Argentina, que acolheu milhares de fugitivos alemães e seus cúmplices, logo após o término do conflito. Quando visito Buenos Aires, tenho pesquisado nas livrarias e bibliotecas sobre esse tema, e encontrado publicações que são verdadeiras jóias históricas.

Igualmente, sempre tive muito interesse em conhecer a vida dos líderes responsáveis por decisões cruciais no decorrer da guerra. E um, em especial, sempre me intrigou: Papa Pio XII. O pouco que sabia, eram informações de que teria sido omisso na questão do Holocausto, ao não condenar publicamente o massacre de milhões de judeus. Ele entrou para a história como o alvo de polêmicas envolvendo a Igreja Católica e suas ações durante a 2ª. Guerra. Na época, Pio XII não declarou seu repúdio a Hitler nem se colocou ao lado dos Aliados – simplesmente silenciou e a História lhe confere o titulo de “papa omisso”.

Pois agora acabo de ler a obra “Os Judeus do Papa”, do  escritor inglês Gordon Thomas. Depois de pesquisar milhares de documentos secretos, Thomas chegou a conclusão de que o Papa foi o responsável pela criação de uma ampla rede de ajuda humanitária para os judeus da Europa. Padres e freiras forneceram abrigo nos mosteiros e conventos, e documentos diplomáticos a  milhares de perseguidos pelo nazismo (inclusive, prisioneiros aliados). E teria criado códigos secretos para a segurança das comunicações entre os órgãos da Igreja.

Mas durante a leitura, encontrei informações incríveis, como: (1) Por prevenção, o ouro do Vaticano foi transferido para os EUA durante a guerra; (2) Hitler arquitetou um plano para sequestrar o Papa; (3) Após a rendição da Itália, os alemães se apropriaram de  todas as reservas de ouro da Itália (110 toneladas métricas).

Voltando ao cenário argentino, pude comprovar através desse livro, sobre o trabalho do bispo alemão Alois Hudal. Durante a guerra, ele foi uma pessoa-chave nas negociações com as autoridades alemãs, para salvar judeus e prisioneiros aliados. Mas por outro lado, logo após o final do conflito (segundo documentos do serviço secreto de Israel), o bispo teria montado uma rede secreta para ajudar criminosos nazistas para se esconderem na América do Sul. E isso, pesquisadores argentinos vem comprovando com farta documentação.

Na realidade,  a 2ª. Guerra e seus desdobramentos são uma fonte inesgotável de pesquisas. Até porque, ainda existem milhares de documentos secretos não divulgados. E o que era verdade até ontem, pode deixar de sê-lo amanhã. Mas me parece crivel, que o Papa Pio XII, com o seu silêncio, soube administrar com sabedoria o papel da Igreja Católica na ajuda humanitária aos que fugiam do nazismo.

 

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