Copyright © 2014 | Desenvolvido por: OnLine

“América Nazi”

 

Um tema que sempre atiçou a minha curiosidade, é sobre a fuga de criminosos nazistas para a América Latina, especialmente para a Argentina no final da 2ª. Guerra. Tenho encontrado nas livrarias de Buenos Aires, farta bibliografia sobre o assunto, como o livro “América Nazi” que acabo de ler, de autoria dos pesquisadores Jorge Camarasa e Carlos Basso Prieto.

No Brasil esse é um assunto praticamente desconhecido, mesmo tendo o país recebido criminosos importantes, como: Franz Stangl, ex-comandante dos campos de exterminio de Sorbibor e Treblinka na Polônia,  e que trabalhou numa fábrica alemã em SP; e o médico Joseph Mengele, conhecido como o “Anjo da Morte de Auschwitz”, que morreu afogado na praia de Bertioga (1979). Aliás, um capitulo à parte sobre Mengele se passou em Cândido Godoi, cidade gaúcha colonizada por alemães. Alí ocorreu um fenômeno incrível na década de 60, pois 20% dos moradores nasceram gêmeos univitelinos, loiros e de olhos azuis. Segundo os autores, Mengele visitava a cidade, e teria colocado em prática seus experimentos para a geração de mais crianças arianas para o “Fuhrer”. Não sei, mas a média de gêmeos no mundo é de 5% dos partos, enquanto em Cândido Godoy foi de 20%.

 

Mas dentro dessa gigantesca migração para a América Latina, o Vaticano e os serviços de inteligência dos EUA e da Inglaterra tiveram  um papel fundamental. O objetivo era proteger os alemães com grande experiência na guerra contra os soviéticos, pois eles seriam valiosos no combate à nova ameaça do comunismo.

 

Nessas leituras, voltei a encontrar uma figura chave: o bispo austríaco Alois Hudal. No livro “Os Judeus do Papa”, ele é citado como responsável pelo salvamento de muitos judeus. Mas agora, em “América Nazi”, os autores afirmam ser ele o mentor da “Rede Romana”, responsável pela fuga secreta de cinco mil chefes nazistas(como Adolf  Eichmann, um dos responsáveis pela morte de milhões de judeus, e que viveu na Argentina de 1950 a 1960, quando foi sequestrado e executado em Israel).

 

Toda essa estratégia para salvar fugitivos alemães e seus cúmplices, só foi possivel pela atitude do Presidente Juan Domingo Perón; um caudilho populista que sempre simpatizou com o nazismo, e que transformou a Argentina no centro da “América Nazi”. Ali se abrigaram outros criminosos como o croata Ante Pavelic, lider dos Ustashas, e responsável pelo massacre de um milhão de sérvios, judeus e ciganos entre 1941-45. Peron entregou-lhe a responsabilidade por sua guarda pessoal. 

 

Boa semana a todos !

Please reload

Ultimas noticias

Bônus beneficia agricultores familiares de diversos estados

November 21, 2016

1/9
Please reload

Notícias Recentes

January 21, 2020

Please reload