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Esqueçam Brasilia

 

 

Na semana passada, por duas oportunidades, conclui que devemos “esquecer Brasilia”. 

A primeira foi numa palestra que fiz para os alunos de Empreendedorismo do Curso de Administração da UFSM. Senti que a gurizada, prestes a se graduar, vive um drama infernal: (1) o mercado de trabalho está se fechando para os jovens; e (2) a crise politica e econômica, em razão de tantos erros na gestão pública, aumentam o grau de angústia e de incerteza com relação ao futuro profissional.

 

Sentindo esse clima adverso, tratei de mostrar como é possivel transformar uma crise em oportunidade para ganhar dinheiro e se realizar profissionalmente. Que o Brasil tem um potencial imenso, que quase tudo está para ser feito. Lancei um olhar de otimismo, pois enquanto a grande maioria “puxa o freio”, uns poucos “pisam no acelerador”. E de que a falta de experiência não pode ser uma barreira, já que a base acadêmica e a juventude, são fatores fundamentais para se quebrar paradigmas; e enxergar o que os acomodados e “experientes” não conseguem vislumbrar; por falta de competência ou de coragem.

 

Acredito que pude reverter a expectativa dos alunos, de que esse é o momento para se “virar o jogo”, e de ganhar musculatura para abocanhar a bonança que advirá no futuro.

 

Já a segunda observação adveio de uma viagem pela Campanha Gaúcha, onde, apesar das dificuldades geradas pelo clima, os produtores rurais estão trabalhando dia e noite para terminar o plantio. Ali está o Brasil “que dá certo”; alí está a pujança do agronegócio, que tem permitido que o Brasil se mantenha vivo economicamente. Nós empresários que trabalhamos junto aos homens do campo, somos privilegiados, comparando com o que está acontecendo nos grandes centros urbanos. Enquanto aqui podemos manter uma expectativa positiva, as metrópoles estão mergulhadas numa crise econômica como jamais visto.

 

Por exemplos como esses, que procuro não ser contaminado pelos noticiários vindos de Brasilia. O pessimismo é por demais contagiante, e tem como consequência funesta, o medo, o retraimento e a depressão. Por ter sobrevivido às 16 crises anteriores, me sinto encorajado a não embarcar nessa onda de desânimo, pois “o Brasil é maior do que o buraco”. Posso estar enganado, mas já provei que crise é sinônimo de oportunidade. Tenho dito !

 

 


 

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