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Carne Fraca é “atrapalhada” e cria “desconfiança temporária desleal”

28 Mar 2017

“A Operação Carne Fraca, de forma “atrapalhada”, cria uma desconfiança temporária desleal sobre este estratégico setor de suprimento de alimentos no Brasil e no exterior. Estão querendo denegrir a imagem deste nosso setor que mantém os mais elevados padrões de qualidade a nível mundial”. A afirmação é de Luis Madi, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e diretor geral do Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP.

 

 

“Trabalhamos nestes últimos anos, em especial em 2015 e 2016, para apresentar ao consumidor brasileiro um local onde pudessem obter informação científica e tecnicamente comprovada sobre os alimentos processados (www.alimentosprocessados.com.br), onde o setor de proteína animal, em especial de carnes é fundamental, com produtos de excelente qualidade”, lembra ele.

De acordo com Madi, a cadeia produtiva da carne é legítima e todas as atividades passam por planejamento, manejo e controle do rebanho desde antes até depois da porteira: “Temos presenciado produtores buscando a inovação, melhorando a capacidade de gerenciamento das fazendas, bem-estar dos animais, investindo em ciência e tecnologia. Outros profissionais da área se aperfeiçoando através de treinamentos, análises de mercado, controle fitossanitário, rastreabilidade. Como sempre: o agro mantendo o Brasil e sempre contribuindo para o PIB. Nossa imagem não pode ficar ao relento”.

O engenheiro agrônomo Márcio Ceccantini aponta que, durante dois anos de investigação, foram autuadas apenas 21 unidades sobre um total de 4.837 fábricas e frigoríficos no País, além de somente 33 fiscais em um universo de mais onze mil. 

“Se há um problema de corrupção, se houve problema político envolvendo algumas pessoas e fábricas, deveria ser tratado com rigor e punição de forma pontual e não generalizada”, reclama Madi, que também é engenheiro de alimentos pela Unicamp e Mestre em Embalagem de Alimentos pela Michigan State University (EUA).

“Somos contra qualquer ilegalidade no setor. Somos contra essas irregularidades e os envolvidos devem ser punidos. Mas é preciso relembrar que os corretos ainda são a maioria, que nosso setor tem representantes íntegros, desde a produção da carne até os processos de qualidade e fiscalização.
É hora do consumidor também analisar os fatos e buscar informação baseada na ciência e na tecnologia”, conclui.

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