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RS: Não existe crise quando o preço é de banana

28 Mar 2017

O Rio Grande do Sul está longe de ser líder em produção de banana no País. O clima subtropical, com quatro estações bem definidas, não ajuda - a cultura precisa de calor para se desenvolver, sendo entre 20°C e 24°C o ideal. Dados do IBGE relativos a 2015 (os mais recentes) mostram que o Estado produz 11.360 quilos da fruta por hectare, 21% abaixo da média nacional. Mas experimente perguntar a um bananicultor gaúcho se ele está satisfeito na hora de vender a fruta: a resposta provavelmente será que sim.

O motivo são os bons preços encon

 

trados pelo quilo da fruta nas praças gaúchas. Atualmente, as cotações na Ceasa-RS são de R$ 3,50 o quilo da variedade prata (ou branca) e R$ 3,00 o quilo da caturra (nanica). Os valores estão acima dos praticados, por exemplo, nas centrais de abastecimento de Santa Catarina (R$ 2,00 e R$ 1,65, respectivamente), Paraná (R$ 2,50 e R$ 2,00), São Paulo (R$ 3,19 e R$ 2,25) e Minas Gerais (R$ 2,40 e R$ 1,45). "De pelo menos cinco anos para cá, a banana vem com bons preços", diz o assistente técnico regional em fruticultura da Emater-RS, Luís Bohn.

De acordo com o engenheiro agrônomo, a forte produção em estados como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso esteve comprometida no período, por conta de secas e dificuldades de produção. Com menos oferta no mercado e o custo do frete em disparada, a alternativa aos gaúchos foi valorizar a produção interna, que também estaria melhorando a qualidade nas caixas de 20 quilos que saem das propriedades. O Estado não é autossuficiente em banana - os gaúchos são capazes de atender apenas a 60% da demanda interna, estima Bohn.

O produtor Telmo Justin Witt, 55 anos, cultiva banana 

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