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Indústrias lácteas buscam capital de giro para manter recolhimento de leite

27 Apr 2020

 

A pandemia causada pelo Coronavírus (Covid-19) reduziu em 40% a capacidade de venda das indústrias de leite e queijos. Segundo o presidente da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil/RS), Delcio Giacomini, o setor vem recebendo o produto do campo, mas não consegue repassar ao consumidor a totalidade desta produção industrial.

Na avaliação do dirigente, os governos têm que ter uma posição muito clara e transparente em iniciativas de geração de capital de giro para poder bancar o leite produzido pelo produtor que as indústrias recebem. “Produzimos a totalidade, mas não vendemos 40%, é um montante bem significativo. O mercado não está bom e sem uma reação teremos que reduzir o preço para o produtor no campo. Quando não pagamos o que o produtor merece, pagamos todos juntos, produtor e indústria”, observa.

A expectativa, conforme Giacomini, é com a regressão dos efeitos da pandemia para que haja uma retomada da normalidade. Entretanto, este efeito de normalização das vendas deve ser lento. “Não temos uma previsão a curto prazo de uma melhora. Com a regressão da pandemia, podemos ter uma retomada da comercialização e  vender a totalidade da produção. Mas esse retorno tem um período ainda de expectativa”, destaca.

O presidente da Apil/RS informa que já existem notícias no Brasil de indústrias que não tem recebido o leite por não ter capital de giro para poder pagar. “A indústria deverá ter uma retomada mais curta e é preciso fazer um trabalho para a manutenção de produção e dos postos de trabalho”, conclui.

 

Foto: AgroEffective/Divulgação

Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

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