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Dólar em alta pode favorecer exportações da agropecuária mineira nos próximos meses

29 Apr 2020

 

Os impactos da Covid-19 em todo o mundo motivaram uma leve redução nas exportações do agronegócio mineiro no primeiro trimestre. No entanto, com as sucessivas elevações do dólar, a expectativa é que as vendas de commodities agrícolas para os mercados internacionais voltem a crescer.

 

A desvalorização do real em relação à moeda americana tem se acentuado, tornando os produtos brasileiros mais atraentes para os países compradores, o que pode favorecer a comercialização de grãos, frutas, carnes e diversos outros itens da cadeia produtiva do campo.

 

Da mesma forma, os custos de produção, compostos em boa parte por componentes importados, podem se elevar. Entretanto, a expectativa é de que o saldo da balança comercial para o agronegócio seja positivo.

Mesmo com o pequeno recuo pontual nas vendas, Minas realizou 146 parcerias comerciais nos primeiros três meses do ano. A China, como de praxe, foi o principal comprador, seguida pelos Estados Unidos e pela Alemanha.

O café, commodity que responde por mais da metade da pauta do agronegócio, gerou receita de US$ 915 milhões nesse período e foi enviado para 77 países, incluindo três estreantes: Belize, Irã e Iraque.

Para o subsecretário de Política e Economia Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), João Ricardo Albanez, o mercado externo precisa ser avaliado diariamente. "Até o presente momento, ainda não verificamos uma retomada significativa do consumo nos diferentes países. A expectativa é que, à medida que ocorra o controle dos casos de Covid-19, na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos, o volume de exportações pode ser expandido", analisa.

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