Conflito mantém incerteza em fertilizantes



O mercado mundial de fertilizantes, que já enfrentava consecutivos e fortes aumentos nos preços ao longo de 2021, ficou ainda mais apreensivo ao longo do último mês, tendo em vista o conflito no leste europeu, região que é uma das maiores fornecedoras globais de fertilizantes e de gás natural.

Conforme dados da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), o Brasil é o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo. A taxa de crescimento de consumo deste insumo foi de 4,3% a.a. nos últimos 20 anos, contra taxa mundial de 4,8% a.a. Dentre os fertilizantes intermediários, o Brasil é o segundo maior consumidor de potássico do mundo, ficando atrás somente da China. O Brasil também é o terceiro maior consumidor de fertilizante fosfatado (P2O5) e o quarto maior de nitrogenado.

Em 2021, segundo a Anda, o consumo brasileiro de fertilizantes somou 45,85 milhões de toneladas, sendo que 85% desses fertilizantes foram importados. As culturas de soja, milho e cana-de-açúcar são as três principais demandantes – juntas, responderam por 73% do consumo anual.

Dentre os principais fertilizantes importados está o cloreto de potássio – 96% do volume desse produto consumido no Brasil é importado. Por sua vez, apenas quatro países são responsáveis por quase 80% da produção mundial: Canadá (32%), Belarus (18%), Rússia (18%) e China 12%. Em 2021, o Brasil importou cerca de 12,8 milhões de toneladas de cloreto de potássio, sendo que 32,6% vieram do Canadá, 28,2%, da Rússia e 18,7%, de Belarus.

Ultimas noticias
Notícias Recentes