Cultivo de aveia ganha novo estudo de zoneamento agrícola de risco climático



Foram publicadas no Diário Oficial da União desta terça-feira (03) as Portarias de 359 a 369 com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2020/2021, para o cultivo de aveia. O Zarc tem o objetivo de indicar períodos de menor risco para o plantio, reduzindo a probabilidade de ocorrerem problemas relacionados a eventos climáticos não desejáveis. Dessa forma, permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de solos.

A incidência de geada ou o déficit hídrico são os principais riscos associados ao cultivo de aveia no Brasil. A revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) avaliou as informações influenciadas pelo clima, pelas características genéticas da cultivar e pelas práticas de manejo de cultivos adotadas em cada cultura na melhor orientação ao produtor. 

No Brasil são cultivadas diferentes espécies de aveia: a aveia branca ou amarela (Avena sativa L.), destinada à produção de grãos para uso na alimentação humana e na ração animal; e a aveia preta (Avena strigosa Schreb e Avena brevis Roth), utilizada como cobertura de solo ou forrageamento animal. 

Neste ano, nos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estão contabilizados 427,3 mil hectares (ha) de aveia no Brasil. A expectativa de produção é de 997,4 mil toneladas, com expectativa de atingir uma produtividade 15% superior em relação ao ano passado, alcançando a média de 2.500 quilos de grãos por hectare (kg/ha). 

De acordo com o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, os números são relacionados à produção de aveia branca, enquanto a área de aveia preta geralmente não aparece nos levantamentos oficiais, já que o uso como cultura de cobertura de solo não é contabilizado e, muitas vezes, são usadas sementes salvas pelos próprios produtores. 

“Esses números dos levantamentos oficiais são muito aquém do potencial de utilização da aveia nos sistemas de produção na agricultura brasileira. O estímulo ao cultivo de aveia no Brasil é um dos papeis que esse novo ZARC poderá exercer, ao atuar como indutor de tecnologia de produção e facultar o acesso às políticas de crédito e seguro rural”, afirma Cunha. 

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