Milho guardado só desvaloriza: tem chance de subir?



Os preços do milho “não tem perspectiva de alta, a curto, médio ou longo prazo”, afirma a Consultoria TF Agroeconômica. De acordo com os analistas de mercado, o milho guardado da safra 2020/21 “só desvaloriza e aumenta as despesas de armazenagem e as perdas financeiras”.

Isso ocorre, segundo os especialistas, porque o mercado de milho tem uma oferta claramente maior e uma demanda nitidamente estável: “As linhas técnicas que mostram o desempenho dos preços no gráfico do milho no mercado futuro em Chicago parecem ser muito claras: a oferta está cada vez maior, como mostram os relatórios do USDA”.


“Por outro lado, a linha da demanda, ou de suporte, mostra uma procura estável, embora permanentemente ativa. Com isto, as cotações já recuaram” tanto na Bolsa de Chicago como na B3 de São Paulo e no mercado físico, explica a TF Agroeconômica.

De acordo com os analistas, “essa queda nos preços futuros tem reflexo direto nos preços internacionais: no dia 05 de maio o preço do milho argentino FOB estivado era de US$ 277,00/t e hoje está a US$ 243,00, depois de estar a US$ 235 em setembro e permitiu aos grandes consumidores brasileiros se abastecerem no período a preços competitivos”.


“Também a B3, a bolsa brasileira de São Paulo, B3, o milho no início de maio estava a R$ 102,30 para novembro e hoje fechou a R$ 91,29 para o mesmo mês, queda de R$ 11,01/saca no período. Não queremos ser pessimistas, mas apenas alertar os agricultores para que vendam antes das quedas, a fim de resguardem a sua lucratividade, o que fizemos por diversas vezes”, concluem.

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