Programa Sentinela patrulha mais de 14 mil km de fronteira em dois meses e fiscaliza cerca de 15 mil



O balanço dos primeiros dois meses do Programa Sentinela, que começou em julho, aponta para uma redução do número de bovinos de corredor e uma apreensão muito pequena de bovinos sem origem. O Programa Sentinela faz a patrulha de 1.200 quilômetros de faixa de fronteira, envolvendo 59 municípios nas fronteiras com Uruguai e Argentina.

Nesse período foram fiscalizadas 47 propriedades rurais, realizadas 94 barreiras sanitárias móveis e fixas, vistoriados 406 veículos, percorridos 14.509 quilômetros somente na região de fronteira e 885 pessoas foram orientadas com ações de educação sanitária.

“Nos primeiros dois meses do Programa Sentinela, obtivemos números surpreendentes em um espaço tão pequeno de atividades, e já no segundo mês percebemos nitidamente a transformação na realidade das regiões atendidas pelo programa”, afirma Francisco Lopes, Coordenador do Programa Sentinela da Seapdr.

Em número de animais, foram fiscalizados 11.543 bovinos, 2.569 ovinos e 346 equinos. Do total de bovinos, 67% estavam regulares, ou seja, a quantidade declarada era compatível com a fiscalizado e 22% estavam irregulares, sendo em sua maioria bovinos declarados mas inexistentes. É o chamado "gado papel" que pode servir para esquentar saldos irregulares como em casos de abigeato.

Outros 9% do total foram bovinos encontrados em corredor, uma realidade muito presente nos Blocos 1 e 2 do Programa Sentinela (fronteira com o Uruguai), 1% (153) dos bovinos foram apreendidos por não possuir origem, 1% (144) dos bovinos foram restituídos por terem sido comprovada a origem, e apenas 9 animais foram sacrificados e realizada a doação da carne para entidades beneficentes. As equipes do Programa lavraram 111 autos de advertência ou de infração.

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