Safra do milho deve ter queda de pelo menos 8% na região Sul



Clima, cigarrinha, doenças e práticas culturais. Tudo isso afetou o milho de 1ª safra no Sul do Brasil. De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), a produção na região deve apresentar uma queda de ao menos 8%. Na safra 2019/20, os três estados do Sul colheram 10.249 milhões de toneladas. Este ano, não devem passar de 9.408 milhões de toneladas.

Os levantamentos realizados nas regiões mais afetadas detectaram má formação das espigas, multi-espigamento, empalhamento anormal, necroses na base e ao longo das espigas, morte prematura das espigas e menor peso de grãos. Muitas áreas apresentaram também tombamento e morte prematura de plantas.

Por conta desse cenário, os produtores da região temem não conseguir honrar os contratos com as tradings e cooperativas pelo simples fato de não haver milho disponível para ser entregue. O preço internacional da commodity estimulou o aumento da área plantada do grão e grande parte da produção de 2021 foi vendida antecipadamente em razão do câmbio favorável. Internamente, o país vive um desabastecimento em função do enorme volume exportado no ano passado.

Entre os especialistas, há um consenso de que os problemas decorreram de uma conjunção de fatores. Em relação ao clima, estiagem no inverno, geadas tardias e excesso de chuva no verão provocaram perdas e favoreceram a disseminação de pragas e doenças, especialmente no sudoeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e, também, em boa parte do Rio Grande do Sul.

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