Secretaria da Agricultura emite alerta sanitário para raiva herbívora



A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) emitiu nesta terça-feira (7/6) alerta sanitário para raiva dos herbívoros e está orientando os produtores rurais a vacinarem ou revacinarem seu rebanho para prevenir a doença. De janeiro até a primeira semana de junho deste ano foram registrados 39 focos em 20 municípios. Em todo o ano de 2021, foram notificados 48 focos em 21 municípios. Os municípios com focos identificados neste ano são Barra do Ribeiro, Bossoroca, Caçapava do Sul, Caiçara, Candiota, Cerro Grande do Sul, Eldorado do Sul, Glorinha, Gravataí, Itacurubi, Muçum, Novo Hamburgo, Santa Margarida do Sul, Santiago, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Gabriel, São Lourenço do Sul, São Sepé e Unistalda. “Nós estamos esperando um grande aumento no número de focos no Rio Grande do Sul, por isso este alerta sanitário, para que os produtores tenham consciência da necessidade de proteger seus animais”, alerta o coordenador do Programa de Controle de Raiva Herbívora da Secretaria da Agricultura, Wilson Hoffmeister. Segundo ele, o aumento de casos de raiva registrados neste primeiro semestre de 2022, embora seja uma progressão do número de casos registrados em 2021, foi motivado pelas condições climáticas desfavoráveis para as colônias dos morcegos hematófagos (aqueles que se alimentam exclusivamente de sangue), como extremos de temperatura no início do ano, com registro de queimadas no Nordeste da Argentina e na fronteira oeste gaúcha, e depois o excesso de chuvas. “Estes fatores podem causar muitas dificuldades para as populações dos morcegos, causando estresse nas colônias, o que pode evidenciar aumento de casos ou maior dispersão da doença entre suas populações”, destaca Wilson. A orientação para os produtores rurais é de que, ao localizarem novos refúgios de morcegos-vampiros, não tentem capturá-los por conta própria. “Os produtores devem comunicar imediatamente a localização destes refúgios à Inspetoria ou ao Escritório de Defesa Agropecuária do seu município”, alerta Wilson.

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