Queijo artesanal serrano ganha medalha de ouro em concurso internacional



O queijo artesanal serrano produzido na queijaria Chácara dos Padres, de Bom Jesus, recebeu a medalha de ouro em um concurso internacional neste sábado (06/11). O produto concorreu com mais de 800 queijos nacionais e de outros países, avaliados por mestres queijeiros de diversas nacionalidades, no Araxá Internacional Cheese Awards, ocorrido em Araxá, Minas Gerais. “Foi uma grande vitória, porque o queijo serrano, apesar de ter mais de 200 anos, recém está se inserindo no processo de legalização”, comemorou o proprietário da queijaria, Alexander Ribeiro de Liz que, pela primeira vez, participou de um concurso internacional.

No final de outubro, a Chácara dos Padres foi uma das contempladas com kits de boas práticas agropecuárias e de fabricação entregues pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), em um evento que contou com a presença da secretária da Agricultura, Silvana Covatti, em São José dos Ausentes. A distribuição dos kits era uma das metas do convênio de qualificação da cadeia produtiva do queijo serrano, que abrange diversas agroindústrias, numa parceria firmada entre SEAPDR e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Carla e a filha Nátaly durante processo de fabricação do produto - Foto: Arquivo pessoal

Em setembro, a propriedade de Ribeiro de Liz também recebeu a visita técnica de servidores da SEAPDR que conhecerem a realidade da produção artesanal da família, verificaram o andamento da execução das metas do convênio e buscaram mais subsídios para entender as dificuldades que emperram a legalização dos produtos artesanais gaúchos. Nos últimos meses, a SEAPDR, em conjunto com Emater/RS-Ascar, Mapa, Fetag, Farsul e Famurs, vem estudando formas de facilitar a concessão do Selo Arte aos estabelecimentos produtores de queijo artesanal e outros produtos para que eles possam comercializar em todo o país.

A Chácara dos Padres fabrica queijo serrano há mais de 15 anos. É um trabalho que se concentra, principalmente, nas mãos das mulheres da família, Carla e as filhas Nátaly e Nicoly. Todos os dias elas produzem de 20 a 25 quilos do produto que, atualmente, pode ser vendido em âmbito estadual.

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